Sunday, February 05, 2012

Too perfect to be true


"Desde que te conheci que te tornaste a mulher dos meus sonhos. Desde que te foste embora para Lisboa que ficaste como a mulher da minha vida que eu nunca iria voltar ver. Em todas as raparigas que eu conhecia eu procurava encontrar alguma característica que me lembra-se de ti. Ficaste na minha cabeça como a mulher ideal e queria encontrar a que se aproxima-se mais de ti para não fazer o mesmo erro que tinha feito em relação a ti: nunca te ter dito o quanto gostava de ti.

Todas as raparigas que eu conheci mais intimamente sabem quem tu és. Falava sempre de ti como aquela que escapou e a aquela que realmente importava. Eras a única rapariga que eu sabia sem a menor duvida que queria passar o resto dos meus dias.

Mas porque pensava assim, nunca conseguia arranjar ninguém para me fazer companhia, pois a Marina que estava na minha cabeça era demasiado perfeita. Apesar de eu saber perfeitamente que nunca mais te ia ver, continuavas na minha cabeça como uma pintura da qual não conseguia tirar os olhos.

Para poder olhar para as outras "pinturas", tive de te esquecer. Aos poucos e poucos fui desviando o olhar da tua pintura e comecei a tentar gostar do que mais havia à minha volta.
Isto não resultou muito bem e criou-me muitos problemas. Contudo era algo necessário e ajudou-me a aprender com os erros.

Quando voltei a olhar para a pintura, a única coisa que via era uma silhueta. Uma memória visual mas sem sentimento. Algo que eu sei que já foi bonito, muito bonito, mas que já não valia a pena olhar no presente.


Contudo,
num dia aleatório, enquanto estava no meu intervalo do meu trabalho, eis que me ligas para me perguntar o tempo.


Instintivamente tentei arranjar forma de te voltar a ver. Contudo já não sentia a magia que sabia que já tinha sentido antigamente ao falar contigo. Como aquelas alturas que tentei combinar ver-te na paragem em Lisboa. Mas, sabia que era algo que eu sempre quis e que valia a pena tentar. Comecei a ficar cada vez com mais esperanças, que aquilo que era impossível, ia acontecer. Este pensamento foi sempre acompanhado com a ideia de que apenas ia poder voltar a falar contigo como amigo, como grandes amigos que fomos, para poder falar contigo outra vez como falei a uns anos atrás, no sofá do shoping, porque na minha cabeça tu ainda namoravas com um rapaz que conhecias desde que foste para Lisboa. Por isso nunca me passou pela cabeça querer sentir outra vez aquilo que já tinha sentido.

Mais uma vez tinha se confirmado que era impossível voltar a ver-te ao dizeres-me que não irias poder me ver. Fiquei decepcionado, mas não muito, pois as minhas esperanças não eram muito altas dado as ultimas tentativas. Contudo, desta vez houve algo diferente. Não deixaste de falar comigo nem deixaste de me responder as mensagens, pelo contrario, começaste tu a mandar. Isto deixou-me muito contente e feliz, mas ainda assim sem me passar pela cabeça que já não tinhas namorado.

Este ponto foi o que nos uniu e o primeiro que nos começou a separar.
Não saber que não tinhas namorado foi o que me permitiu falar contigo com a maior descontracção e mostrar o melhor de mim. Isto foi na minha opinião o que te fez aproximar mais de mim.
A partir da altura que eu sei que estas solteira e que há a hipótese de estares interessada e mim... a minha mente entrou numa confusão enorme. Queria tanto voltar e encontrar a pintura que tinha de ti, mas só encontrei a silhueta. Nos dias que se seguiram e que ia falando contigo, tentei voltar a pintar o quadro. Tentei e pensei que tinha conseguido. Olhava para ele e todos dias tentava me convencer que era parecido com o primeiro. Mas estava muito longe disso, faltava-lhe muita coisa que já não me lembrava.

Eu fui tentando todos os dias te conhecer melhor e melhor como antigamente. Ao mesmo tempo não parava de ouvir aquela voz dentro da minha cabeça:"Esta é a tua oportunidade!!! Ela é a mulher perfeita! Não a deixes escapar!! Faz o teu melhor". Concentrei-me tanto em fazer o que é certo e a ser racional que não deixava entrar os sentimentos, aquilo que realmente faltava para fazer uma bela pintura. Não só não deixou entrar nem deixou sair. Sinto que nunca te cheguei a conhecer novamente nem tu a mim.

(...)

Muitas vezes dissemos que nos conhecia-mos bem, que era como os velhos tempos. Mas acho que ambos sabemos que isso não era bem assim. Podemos ser ainda as boas pessoas que era-mos mas em ~8 anos é impossível não termos mudado. Eu sou de longe muito diferente do que era antes, muita coisa de mim nunca chegaste a conhecer, porque nunca consegui ficar a vontade para o chegar a fazer. Apenas o facto de ter perdido a minha mãe mudou a minha vida e eu próprio. Acho que dizer que apressamos a coisa.... é dizer pouco. Ambos tivemos preguiça de passar pela etapa "conhecer a outra pessoa" antes de passar para as etapas: "ir para baixo dos lençóis e planear e vida toda".

(...)"

Só faltava morrer a Esperança ... e o mais provável é que ela tenha ido contigo.

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